Receber o diagnóstico de câncer durante a gestação é algo que nenhuma mulher espera viver.
Na maioria das vezes, o câncer precisa ser tratado rapidamente, pois adiar o tratamento pode reduzir as chances de sucesso. No entanto, em muitos casos, os protocolos podem ser adaptados para reduzir os riscos ao feto. Por isso, o acompanhamento conjunto entre oncologia e obstetrícia de alto risco é indispensável.
O que pode ser feito em relação ao tipo de câncer?
• Colo do útero: em tumores iniciais, o tratamento pode esperar até o parto. Já nos casos avançados, especialmente no início da gestação, o tratamento geralmente começa imediatamente.
• Colorretal: em situações específicas, pode ser necessário antecipar o parto (por volta de 28 semanas) para permitir cirurgias ou terapias mais agressivas.
• Ovário e outros cânceres ginecológicos: são mais difíceis de detectar após o 1º trimestre. Em casos avançados, pode ser necessária intervenção precoce, inclusive com a remoção dos ovários.
• Mama: como as mamas aumentam durante a gestação, o diagnóstico pode ser mais difícil. Quando o câncer é confirmado, o tratamento costuma ser iniciado imediatamente.
• Leucemia e linfoma de Hodgkin: apesar de raros, podem evoluir rapidamente. Alguns tratamentos oferecem risco ao feto, e as decisões variam conforme o tipo da doença, a área acometida e o tempo de gestação.
O câncer na gestação exige cuidado, planejamento e uma equipe preparada. Cada caso é único, e cada decisão deve ser tomada considerando todo o quadro de saúde, sempre com informação, acolhimento e segurança.
Se você ou alguém que você conhece está vivendo essa situação, procure atendimento especializado. Você não está sozinha.
Clínica Brandão
Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria
Dr. Rodrigo Brandão –
CRM-BA 25174 / RQE 17277
Dra. Raiane Brandão – CRM-BA 36183 / RQE 27564
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