Você sabia que algumas doenças autoimunes podem tornar a gestação um período mais delicado?
Isso acontece porque o sistema de defesa do corpo, que normalmente combate agentes externos, precisa se adaptar durante a gravidez para acolher o bebê.
Quando a mulher convive com condições como lúpus, síndrome do anticorpo antifosfolípide, artrite reumatoide, trombocitopenia imune ou outras doenças autoimunes, podem existir riscos como crises da doença, crescimento mais lento do bebê ou até parto prematuro.
Veja alguns exemplos:
▪️ Síndrome antifosfolipídica: maior risco de coágulos, abortos espontâneos, pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal.
▪️Trombocitopenia imune: queda nas plaquetas da mãe, exigindo acompanhamento para prevenir sangramentos.
▪️Lúpus: a doença pode piorar ou entrar em crise, especialmente no pós-parto. Para o bebê, há possibilidade de anemia, baixa de plaquetas ou bradicardia, alterações que, em geral, desaparecem com o tempo.
▪️Artrite reumatoide: muitas vezes melhora na gestação, mas pode voltar mais forte após o parto. Embora não afete diretamente o feto, pode influenciar o tipo de parto indicado.
Ter uma doença autoimune não significa abrir mão do sonho de ser mãe.
Com planejamento e acompanhamento especializado, é totalmente possível viver uma gestação saudável.
Por isso, é essencial:
Engravidar quando a doença estiver estável;
Fazer pré-natal com equipe especializada (obstetra + reumatologista);
Usar medicamentos seguros para manter a doença controlada.
Com esses cuidados, as chances de uma gestação segura aumentam significativamente, para você e para o seu bebê.